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Para os relatórios ambientais, especialmente os oriundos dos processos de licenciamento ambiental (Projeto Técnico de Reconstituição da Flora, Programa de Recuperação de Áreas Degradadas, Estudo de Impactos Ambientais, etc) faz-se uma contextualização do clima e condições meteorológicas da região em que o empreendimento está inserida. 

A caracterização do clima regional faz parte do diagnóstico ambiental do meio físico que inclui também a contextualização regional da Geologia, Geomorfologia, Recursos Hídricos e Solo.

O tempo meteorológico ou tempo atmosférico é o estado momentâneo da atmosfera em um dado instante e lugar. Entende-se por estado da atmosfera o conjunto de atributos que a caracterizam naquele momento, tais como radiação, temperatura, umidade e pressão (MENDONÇA & DANNI-OLIVEIRA, 2007).

O clima pode ser entendido como o “tempo meteorológico médio” ou, mais precisamente, como a descrição estatística de quantidades relevantes de mudanças do tempo meteorológico num período de tempo. O período clássico é de 30 anos, recomendado pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM). Este período é reflexo da integração de variáveis como temperatura, precipitação e vento (definição de clima do glossário do IPCC – Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas). Portanto, como definido por J. O. Ayoade na década de 1980, o clima é “a síntese do tempo num determinado lugar durante um período de 30-35 anos”.

Por sua vez, a climatologia constitui o estudo científico do clima, e trata dos padrões de comportamento da atmosfera em suas interações com as atividades humanas e com a superfície do Planeta durante um longo período de tempo (MENDONÇA & DANNI-OLIVEIRA, 2007). Esse conceito revela a ligação da climatologia com a questão geográfica do espaço terrestre. É por este motivo que os fatores geográficos do clima são abordados, juntamente com os elementos climáticos, em estudos climatológicos.

Os elementos climáticos são três: a temperatura, a umidade e a pressão atmosférica, que interagem na formação dos diversos climas existentes. Entretanto, estes elementos variam espacial e temporalmente em decorrência da influência dos fatores geográficos do clima, que são: a latitude, a altitude, a maritimidade, a continentalidade, a vegetação e as atividades humanas. A circulação e a dinâmica atmosférica superpõem-se aos elementos e fatores climáticos e conferem ao ar uma permanente movimentação.
A dinâmica atmosférica do Brasil é marcada pela atuação de seis massas de ar, apresentadas a seguir:

• Massa de ar equatorial continental (MEC): massa de ar com elevada temperatura, próxima da linha do Equador e úmida, devido à sua formação sobre a planície Amazônica. Desloca-se na direção sul.
• Massa de ar equatorial atlântica (MEA): massa de ar quente e úmido que atua principalmente nas porções norte e extremo nordeste do Brasil.
• Massa de ar tropical atlântica (MTA): forma-se sobre o Atlântico e possui, portanto, características de temperatura e umidade elevadas. Atua principalmente no verão, trazendo umidade e calor às regiões leste-sudeste, sul e central do Brasil. Na porção litorânea, provoca considerável precipitação durante o ano todo.
• Massa de ar tropical continental (MTC): forma-se no final do inverno e início da primavera, antes do período chuvoso, sendo uma massa de ar quente e seca.
• Massa de ar polar atlântica (MPA): a massa polar (MP) formada sobre a Patagônia, de características fria e úmida, subdivide-se ao atingir a Cordilheira dos Andes, dando origem às massas de ar polar atlântica (MPA) e pacífica (MPP). A MPA atua sobre a porção centro-sul-leste da América do Sul. Ao atingir a latitude do rio da Prata, subdivide-se em dois ramos: um deles penetra o continente e provoca quedas de temperatura no inverno no interior do Brasil e reduzidos índices de umidade do ar e pluviosidade nessa época do ano; o outro se desloca pela faixa litorânea e associa-se à MTA, dando origem às chuvas predominantes entre o final do verão e inverno no leste do Brasil.

Por ser um país com dimensões continentais e sofrer a ação de diferentes massas de ar, o Brasil apresenta distintos tipos de climas, com temperaturas médias anuais que podem variar de <16oC a >26oC.

O Estado de Minas Gerais apresenta regiões com fortes contrastes climáticos, resultados das diferentes características geográficas, como relevo e vegetação. Na região da Zona da Mata o clima é classificado como tropical de altitude, considerado quente, apresentando médias térmicas mensais de 25oC. Especialmente em áreas onde a altitude ultrapassa os 1.000 metros, as temperaturas são reduzidas. O verão é marcado pelas chuvas intensas e altas temperaturas, podendo atingir valores superiores a 35oC. No período de inverno, a região sofre a influência das massas de ar frias provenientes do Oceano Atlântico, sobretudo da Massa Polar Atlântica (mPa). Os valores anuais da pluviosidade variam de 1.200 a 1.400 mm, com maior volume hídrico registrado no período de chuvas, que se estender de novembro a março.
Particularmente, o clima urbano é uma modificação substancial de um clima local, resultado das condições específicas do meio ambiente urbano, seja pela sua rugosidade, ocupação do solo, orientação, permeabilidade ou propriedades dos materiais constituintes, entre outros fatores (Oke, 1996).

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Bibliografia consultada:
MENDONÇA, F., & DANNI-OLIVEIRA, I. M. (2007). Climatologia: Noções básicas e climas do Brasil. São Paulo: Oficina de Textos, 2007. Cap, 7, 83-112.
OKE, T.R. Boundary layer climates. 2.ed. New York: Routledge, 1996, 435p.

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