A definição amplamente reconhecida de restauração ecológica é a da Sociedade de Restauração Ecológica (SER), que define essa prática como “o processo de auxiliar a recuperação de um ecossistema que foi degradado, danificado ou destruído”. Neste conceito, o ecossistema restaurado contém um conjunto de espécies que ocorrem no ecossistema de referência.

Os grupos funcionais (compostos por espécies que desempenham diferentes funções ecológicas) estão presentes ou em processo de colonização da área e as ameaças potenciais à saúde e integridade do ecossistema foram eliminadas ou reduzidas.

Ademais, o ecossistema restaurado é suficientemente resiliente para suportar os eventos normais de estresse, é autossustentável e possui o potencial para persistir indefinidamente sob as condições ambientais existentes.

Este conceito da SER vem evoluindo e, mais recentemente foi descrito como: “a ciência, prática e arte de assistir e manejar a recuperação da integridade ecológica dos ecossistemas, incluindo um nível mínimo de biodiversidade e de variabilidade na estrutura e funcionamento dos processos ecológicos, considerando-se seus valores ecológicos, econômicos e sociais. [...] busca-se garantir que a área não retornará à condição de degradada, se devidamente protegida e/ou manejada”.

Ainda, segundo o Ministério do Meio Ambiente, a restauração ecológica tem relação direta com a recuperação de áreas degradadas – RAD e se baseia nesta mesma definição da SER mencionada acima.

Algumas visões da restauração ecológica desenvolvidas por instituições reconhecidas internacionalmente têm preconizado a importância do bem estar humano como resultado dos processos de restauração. Por exemplo, a Parceria Global para a Restauração de Florestas e Paisagens – GPFLR considera que “Restauração ecológica é o processo que tem como objetivo recuperar a integridade ecológica e incrementar o bem estar humano em paisagens com florestas degradadas ou desmatadas”.

Da mesma forma, a definição da Aliança de Restauração Ecológica dos Jardins Botânicos, uma coalizão global, ressalta que “a restauração ecológica pode e deve ser um componente fundamental dos programas de conservação e de desenvolvimento sustentável no mundo inteiro em função da sua capacidade inerente de prover as pessoas com oportunidades de não somente reparar os danos ecológicos, mas também melhorar a condição humana”.

Por outro lado, também encontramos definições mais voltadas para objetivos ecológicos, como a do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, de que “a restauração é a restituição de um ecossistema ou de uma população silvestre degradada o mais próximo possível da sua condição original”.

É importante entender que não há uma fórmula pré-estabelecida para a restauração, pois cada ambiente degradado possui sua história, estando sujeito a um conjunto de características que merecem estratégias específicas. Isso reforça que qualquer estratégia que vise ao restabelecimento de processos ecológicos deve ser categorizada como ações de restauração.

A restauração, assim, requer um arcabouço conceitual bem definido, tanto em aspectos relacionados ao estado de degradação quanto à dinâmica das florestas. Na distinção entre os termos mais utilizados para conceituar as ações, o horizonte espacial, temporal e a participação da espécie humana para a obtenção do resultados deve prevalecer. Além disso, os indicadores para avaliar a sustentabilidade de áreas restauradas devem focar, além de aspectos ecológicos, aspectos econômicos e sociais, implicando na construção de indicadores para áreas onde há múltiplos usos da terra. Assim, mesmo que a participação humana não seja necessária na restauração de áreas para preservação, ela é fundamental na conservação de ambientes, principalmente quando utilizada a estratégia de Sistemas Agroflorestais.

Contudo, os diferentes entendimentos sobre restauração ecológica variam de acordo com o contexto e com os objetivos que se quer alcançar. Por exemplo, em unidades de conservação de uso restrito, onde o objetivo é restaurar ao máximo a composição e a estrutura da comunidade vegetal originalmente presente (ainda que esta referência seja difícil de ser definida), é essencial o estabelecimento de espécies da flora que ocorram no lugar, independentemente de sua importância socioeconômica.

Fonte: http://www.florestal.gov.br/documentos/publicacoes/2316-restauracao-ecologica/file

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