O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou números alarmantes sobre a flora brasileira. Segundo o levantamento, o Brasil tem hoje pelo menos 3.299 espécies de animais e plantas ameaçadas de extinção. O número representa 19,8% do total de 16.645 espécies avaliadas na pesquisa ‘Contas de Ecossistemas: Espécies ameaçadas de extinção’.

Os dois hotspots brasileiros – conceito que estabelece que um bioma tem um alto número de espécies endêmicas e elevada perda de área natural – a Mata Atlântica e o Cerrado preocupam especialistas.

No caso da primeira, observam-se perdas importantes na quantidade de área de cobertura natural ao longo dos séculos, devido a maior presença de ambientes antropizados, ou seja, onde houve ação humana, por conta do histórico de ocupação e urbanização, a partir do litoral, na formação do território brasileiro. Por exemplo, do total de espécies avaliadas da flora marinha nativa do bioma avaliadas, 32,7% (146) estão ameaçadas.

Já no Cerrado, o aumento da área antropizada é mais recente, crescendo nas últimas décadas. “A pesquisa mostra que há reflexo dessas ações na situação das espécies da fauna e da flora, após o bioma ter perdido metade da área de cobertura natural neste período”, afirma o coordenador da pesquisa, Leonardo Bergamini, citando o estudo Uso da Terra nos Biomas Brasileiros, publicado pelo IBGE em setembro. O Cerrado também apresenta a segunda menor proporção de espécies na categoria “menos preocupante” (67,0%).

O Brasil já tem, ao menos, dez espécies da fauna nativa extintas: as aves Maçarico-esquimó (Numenius borealis), Gritador-do-nordeste (Cichlocolaptes mazarbarnetti), Limpa-folha-do-nordeste (Philydor novaesi), Peito-vermelho-grande (Sturnella defilippii), Arara-azul-pequena (Anodorhynchus glaucus), e Caburé-de-pernambuco (Glaucidium mooreorum); o anfíbio Perereca-verde-de-fímbria (Phrynomedusa fimbriata); o mamífero Rato-de-Noronha (Noronhomys vespuccii); e os peixes marinhos Tubarão-dente-de-agulha (Carcharhinus isodon), e Tubarão-lagarto (Schroederichthys bivius). Além dessas, há mais uma espécie extinta na natureza e que atualmente depende de programas de reprodução em cativeiro: a ave Mutum-do-Nordeste (Pauxi mitu), nativa da Mata Atlântica.

Imagem: Sauim-de-coleira, espécie encontrada na Amazônia, corre risco de desaparecer - Foto: Renato Araújo / Agência Brasília

Fonte: https://procarnivoros.org.br/

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