A ararinha-azul, Cyanopsitta spixii, é uma das espécies mais ameaçadas de extinção do mundo. Acreditava-se que esta espécie ocorria apenas em florestas de galeria ao longo de riachos sazonais, ao sul do Rio São Francisco, onde predominavam caraibeiras (Tabebuia caraiba, Bignoniaceae). Contudo, evidências mais recentes demonstraram que as modificações antrópicas ocorridas na margem norte do Rio São Francisco, incluindo sua ampla conversão em terras agrícolas e o alagamento promovido pela construção da barragem de Sobradinho, tenham resultado na mudança da estrutura florística e no deslocamento das populações de ararinhas-azuis de sua área de ocorrência original.

Atualmente, existem apenas 166 exemplares de ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) em cativeiro no mundo, sendo 13 no Brasil.  As 13 ararinhas brasileiras estão alojadas no Criadouro Fazenda Cachoeira, em Minas Gerais, onde nasceram dois filhotes nos dias 14 e 17 de maio. Há ainda 147 indivíduos na Alemanha, dois na Bélgica e quatro em Singapura, países que participam do Programa de Criação e Reprodução em Cativeiro da espécie, carro-chefe do PAN Ararinha-azul.

A maior parte das informações obtidas provém de um casal heteroespecífico, formado pelo último macho remanescente de ararinha-azul e uma fêmea de maracanã (Primolius maracana), além de relatos de habitantes locais e caçadores. De acordo com essas informações a reprodução estaria associada à sazonalidade do ambiente, coincidindo com a estação chuvosa. As posturas geralmente continham dois a três ovos; normalmente os ninhegos eclodiam no final de janeiro. Os ninhos eram feitos em cavidades pré-existentes nos troncos das árvores.

Em novembro deste ano, 50 exemplares de ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) serão repatriadas, vindas da Alemanha. Ao chegarem ao Brasil as ararinhas serão levadas para o Centro de Reintrodução e Reprodução da Ararinha-azul, que está sendo construído no Refúgio de Vida Silvestre (Revis) da Ararinha-Azul, uma unidade de conservação (UC) com cerca de 30 mil hectares criada em 5 de junho do ano passado.

Somada à Área de Proteção Ambiental (APA) da Ararinha-Azul, de 90 mil hectares, as UCs serão os locais de reintrodução das aves, nos municípios de Juazeiro e Curaçá, na Bahia. A ararinha é endêmica da Caatinga e considerada uma das espécies de aves mais ameaçadas do mundo. O último exemplar conhecido na natureza desapareceu em outubro de 2000 e a espécie foi, então, classificada como Criticamente em Perigo (CR), possivelmente Extinta na Natureza (EW), restando apenas indivíduos em cativeiro.

Fonte: PLANO DE AÇÃO NACIONAL PARA A CONSERVAÇÃO DA ARARINHA-AZUL (Cyanopsitta spixii) disponível em http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/docs-plano-de-acao/pan-ararinha-azul/pan-ararinha-azul.pdf

 

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